
' Algumas vezes pensei nas palavras para sempre, mas descobri que nada dura mais que alguma frequência de segundos, pode ser mais que um, mas nunca deixará de ser segundos ...
Podemos dizer que estilizamos esta palavra, e a focamos em nosso dia- a - dia como essencial, assim como o eu te amo, daquele beijo que nunca mais existiu ...
Ou com aquele susto que já passou faz tempo, vivemos estendendo certos gestos, ações, sentimentos, tempo demais, para serem reais, elas perdem o costume e sua verdadeira forma;
Sentir um momento mais que uma vez, não quer dizer que ele passe a ser real, ou pra sempre, na verdade, ele passa ser mais uma vaga lembrança em nosso semblante, mas é claro que dizemos eu nunca senti isso antes...
Palavras que já estão marcadas em nosso ser e principalmente em nossa mente, que acabam tendo a necessidade de serem pronunciadas, nos fazendo reviver sentimentos e momentos, as vezes bons ou não ...
Dor já não passa de uma frequência um pouco conturbada de nossas lembranças, e alegria, de um hábito que costumamos a ter.
O eu te amo, pode ser dito sem ser amor, na verdade quando sentimos nem sempre dizemos, quando ele passa a se dito numa espécie de frequência curta de tempo, ele passa a ser irreal e muitas vezes anormal, na verdade, o anormal passa a ser chato e insuportável e aquilo que nós chamávamos de eterno, passa a ser o fim ...
O que precisamos entender é que tudo não passa apenas de hábito e costume e não de algo mais caloroso assim.
Jéssica Naddeo

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